Tragédia de Santa Maria

A Tragédia de Santa Maria mostrou o quanto frágil as nossas estruturas sociais e governamentais ainda estão muito precarias e quando olhamos para nossos governantes não a muita esperanca sobrando.

Gostaria de compartilhar essa confissão que uma amiga compartilhou no Facebook semana passada.

Do Artur Schuh

Confissão

Se não fossemos tão tolerantes com os pequenos desvios do dia-a-dia, se a nossa sociedade cultivasse a cultura da prevenção e se o “jeitinho” brasileiro não fosse algo tão densamente associado as nossas ações cotidianas, talvez essa tragédia não tivesse acontecido. Preocupa quando vemos todo mundo querendo jogar a culpa em cima de alguém, sem a menor crítica sobre os verdadeiros culpados, em um processo de negação que não vai ajudar a fazer nenhuma transformação concreta a fim de que novos episódios semelhantes não aconteçam.

O dono da boate que abriu o estabelecimento sem alvará tem uma parcela de culpa. Os seguranças sem treinamento para lidar com situações de emergência também têm uma parcela de culpa. A banda que comprou os fogos mais baratos também tem uma parcela de culpa. Eu tenho uma parcela de culpa pela morte prematura e traumática de mais de 230 pessoas. Eu assumi essa culpa todas as vezes em que fiz pouco caso, permiti, deixei estar ou mesmo executei pequenas contravenções que, em nome do “jeitinho brasileiro”, não percebo que são verdadeiros crimes.

Quando eu baixo o aplicativo da “blitz” para fugir do bafômetro; quando eu estudo minuciosamente a localização dos pardais na 290 para não levar multa; quando eu compro mercadorias piratas; quando eu me submeto a atender 6 pacientes por hora e fazer jornadas de plantão de mais de 24h; quando eu tenho vontade de hospedar familiares das vítimas de uma tragédia televisionada enquanto em todo o resto do ano eu não sinto um pingo de vontade de hospedar os milhares de familiares em desespero que procuram o hospital; quando eu menosprezo a política e deixo uma camarilha de criminosos sem o menor interesse coletivo assumir cargos públicos; quando eu acho graça de ter que fazer cursinho online para aprender a lavar as mãos. Todos esses meus atos criminosos não são diferentes daqueles de comprar um sinalizador barato, de abrir uma casa noturna com alvará vencido, de não fazer treinamento de situações de emergência. Além de não serem diferentes, um suporta e autoriza o outro, gerando o clima geral em que tudo é permitido para “mim”, como se nao houvessem normas, leis ou moral acima do eu

De uma olhada nesse video, muito emocionate:

Mande seus comentários e por favor compartilhem em suas redes sociais e com amigos e familia.

Tragedia de Santa Maria

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